Rodolfo Mendes é uma grata surpresa. Suas canções trazem a essência do pop mineiro, aquele, famoso e único. Nota-se a mesma fagulha que iridesceu a carreira de tantos outros antes dele, com os sons beatle se misturando ao progressivo com vigor, aromatizados levemente com a inocência violeira das velhas modinhas, formando um caldo nutritivo repleto de surpresas e acordes suspensos. Em outros tempos, chamei essa centelha (que repito, é única), de "Criatividade Murada", numa alusão à morraria que cerca Belo Horizonte e à consequente explosão que espalhou tantos bons mineiros pelos palcos do mundo. Rodolfo Mendes é filho legítimo dessa escola de sons, e mantém acesa uma chama necessária, que volta a concentrar o interesse nas harmonias construídas com esmero, nas melodias que nos tocam o coração, nos refrãos que nos exigem um pouco mais do pensamento - nesses dias simplistas de urgência febril, atenção pouca e percepção menor ainda.
Vai em frente, Rodolfo. Cê é bão que dói, sô.

Tavito (compositor)



As lentas horas do Rodolfo passaram voando, de tão prazerosas. Título bonito, esse, "Lentas Horas", de uma bela canção, belamente cantada por ele, num belo disco que tem um nome lindo: " A Idade do Tempo". Quer dizer, tudo respira a poesia e beleza nesse trabalho belo e poético. Gostei muito e recomendo. A música "Resistência", por exemplo, consegue ser ao mesmo tempo leve como uma ave voando e sólida como uma rocha, ou seja, uma pedrada. Como disse o poeta Stéphane Mallarmé, 'que este granito ao menos sirva de limite aos negros voos da blasfêmia esparsos no futuro'.
Um grande abraço

Márcio Borges (compositor)



Eu ainda não conhecia o trabalho de Rodoldo Mendes. Antes de ouvir, olhei a ficha do CD A Idade do Tempo e lá estavam, entre outras, as participações de Beto Guedes, Lô Borges, Cláudio Venturini, Fernanda Takai. Pensei: essas pessoas não são de embarcar em qualquer canoa. E a audição confirmou, para mim, a emergência de mais um mineiro de fé. O veio de Minas parece inesgotável. A MPB pop, com os condimentos mineiros que vêm desde os quitutes do Clube da Esquina, é metabolizada por Rodolfo em uma música envolvente, boa de ouvir, solta, ensolarada, com firme resolução de letra e melodia. Exemplos claros disso estão em canções como Enquanto Espero, Pode Ser, Longe do Chão e a própria A Idade do Tempo. Fui surpreendido também pela competência dele como arranjador e multinstrumentista, tocando violões, teclados, bateria, percussão. E para sublinhar ainda canta muito bem, com grande versatilidade na voz.
O gol tá feito, Rodolfo. Agora é só partir pro abraço.


Juarez Fonseca (Jornalista / Crítico de Música - Porto Alegre)



Conheço o Rodolfo há muito tempo e, apesar de trilharmos caminhos totalmente diferentes, ele fez, faz, e fará parte da minha trajetória. No primeiro momento, foi meu aluno e integrante do “Antes Arte do que Tarde”. E desde então continua ao meu lado como professor assistente em diversas oficinas, parceiro em diversas trilhas sonoras, músico instrumentista em vários shows. Sempre com muita eficiência, criatividade e versatilidade. Sempre permeando com enorme facilidade as várias facetas do universo da música. E sempre indo além das expectativas. Quando ele chegou com o “A Idade do Tempo”, confesso que não esperava me surpreender com o trabalho. E não é que mais uma vez ele me pegou de jeito?

Claudia Cimbleris (Arranjadora e Compositora)




....com "a Idade do Tempo", Rodolfo Mendes mostra que o POP contribuiu muito para a evolução da canção popular e que não é uma coisa de garotos apenas, é uma forma de fazer música que nos acompanhará rumo ao futuro....
Parabéns, Rodolfo


Vander Lee (compositor)



Vocês mineiros são "danados"pois são muito mais universais na composição e nas "levadas"do que os cariocas ou paulistas.Vocês tem e usam uma liberdade de expressão muito mais livre o que faz com que suas músicas tenham cara do resto do mundo além da brasilidade que carregam junto. Gosto muito da faixa com Fernandinha!!!
Parabens e abraços


Roberto Menescal (compositor e produtor musical)


Parabéns Rodolfo. Belas harmonas, levadas, o instrumental bem legal, moderno e atual c/ as participações bem aproveitadas dos queridos e maravilhosos Beto e Lô do Clube Me Ensina, digo, do Clube Da Esquina e da Afinada/Delicada Fernanda Takai e a bela guitarra do Ganso Venturini acertando na mosca...Bom de Escutar no Carro. Parabéns de novo, abração e boa sorte na divulgação, se Deus quiser, com muitos Shows por aí....

Tunai
(compositor)